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Ser, parecer, pertencer ou se sentir especial?
Um dos meus maiores medos de estar na Internet é de me sentir especial e das pessoas fazerem isso. Todavia, pode perceber que isso não acontece pela quantidade de seguidores e de comentários no Blog, fiquem tranquilos.
É uma linha muito tênue e complicada ser amada, adorada, venerada por pessoas que desconheço e que não precisam se prestar a isso, pelo menos comigo não. E não, não me sinto assim e nem quero me sentir. Outra coisa, a mídia social faz com que nos sintamos assim, especiais, ou supõe que precisamos pertencer para nos sentirmos especiais.
Isso se destaca, por exemplo, na criação de coisas diárias para que fiquemos à vontade. Coisas de utilidade diária, me refiro. Limpadores, aspiradores, sugadores, espremedores...etc. Coisas que vão deixar nosso “tempo mais produtivo”, se é que tenhamos todo esse tempo. Dessas utilidades muitas são essenciais, outras parecem que fazem entulho. É um tanto quanto perigoso, porque a gente se deita e deixa quem nos “ama, amando”. Acho que você entendeu que não se trata somente dos limpadores, aspiradores e etc... certo?
E isso de se sentir especial no dia a dia também pode mexer com a gente. “Será que é só comigo? Será que as outras pessoas também estão sendo amadas ou somente eu que ganhei esse brinde da marca x? ”
É, parece que não se trata de carência, mas sim falta de amor, acolhimento e pertencimento. Nós queremos pertencer a algo, e me parece que só assim, parece que conseguiremos nos sentir realmente amados e validados. Será?
