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Tive uma conversa com meu tio bastardo. Minha mãe trouxe a triste notícia sobre o mesmo não gostar de minha pessoa. Eu como mulher que sou, pedi uma cavalaria e logo fui a seu encontro para dizer poucas e boas.
Homem fraco e insolente, orgulhoso e cheio de preguiça. Feche sua boca antes de falar qualquer coisa sobre mim. Meu sangue, o meu caráter, a minha vida são valiosos demais para serem usados por você. Minha dignidade é tamanha que perde o valor dentro de sua boca. Ingrato! Pobre de meu pai que te ajudara com emprego. Tu tens a graça de Deus olhar por ti, tu tens a graça de ajoelhar-se e pedir misericórdia, tu tens direito a redenção e penitência se expor teus pecados ao padre. Te aconselho a assim fazer, pois só Deus para te perdoar. Homem mesquinho e sem valores.
Não suficiente estava sofrendo com a prima invejosa, filha do insolente. Uns belos tapas e puxões de cabelo é o que ela merece. Longe de todos! Quero pega-la como um animal. Desde meu nascer até meu crescer ela conta mentiras sobre mim. Preciso de justiça suficiente para nunca mais ousar invejar-me. Ambos trouxeram um caos aos meus dias mais lindos... Hei de fazer justiça.
Sim, estou solteira, não é mentira. Faz um tempo e eu ainda não me recuperei. Sabemos que uma semana para quem viveu a vida inteira juntos torna-se um século. Não aguentei mais para falar bem a verdade. Primeiro que não fui aceita pela família e parentes, o nível deles estava acima de meu e eu saber disso era obrigação; segundo que além de não ser aceita era excluída de qualquer reunião. Ficou tudo sombrio. O Rogério ia as reuniões, mas não lutava por mim, ele dizia que lutava e, sei que não. Me sentia tão vazia, era tão horrível entender aquele buraco no coração que se estendia para o estômago. Não é que ele não gostava de mim, ele gostava, o problema é que ele não me amava, e um simples gostar não é forte o suficiente para lidar contra uma geração de pessoas destinadas a grandiosidade financeira. Eu fui literalmente uma pedra no sapato, uma funcionária de empresa completamente desajeitada, um car-guinho com cheiro de nepotismo amoroso. Assim me sentia. Será que assim era? Estou perdida. Tantos anos que acabei me perdendo de mim, conhecendo outros gostos e sabores e perdendo os meus; amando o que ele amava, fazendo o possível para ser mais do que a metade, eu fui a i-necessidade dele; o remédio para as dúvidas. Tu entendes que fui um remédio não prescrito? Minha função era fazer o Rogério não sentir que precisava de outra pessoa além de mim. Neste ponto, a família começou a ter razão. Por perceber essas desavenças, fiquei insegura e disposta a não o perder. Ora! Imagina não saber quem és. Se perdesse o Rogério, estava perdendo a mim mesma, isso era desesperador. Traição? Não! Impossível. Foi um relacionamento maduro, não era de gritar ou envergonha-lo. Estava tão dentro de mim que lá fiquei dentro de um casulo, por fora só o corpo: metálico, sorridente e feliz. Um disfarce. Foi tão difícil. Perdi 30 quilos, nada ficava na boca. Será que tem remédio para esse tipo de solidão que sinto agora? Me sinto um fracasso, uma completa inútil. Foi isso que ganhei por não me amar o suficiente.
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Parecia frágil em seus braços e posso confessar que não existia lugar melhor para viver. Num mundo onde os clichês são impossíveis, nós dois éramos o contratempo, discos de vinil querendo um encaixe em códigos de computador.
E você foi embora deixando uma marca vazia e sem qualquer responsabilidade. Suja, invejosa, difícil de ver, insuportável, imemorável, uma alma que eu queria distância para sempre, coisas que raramente seriam adjetivos vinculados a você. Mesmo assim, preferiu ir embora da pior forma possível. Intitulado carta, quando na verdade deveria ser boas verdades ditas, neste documento não irei poupar minhas palavras, te poupei por anos, hoje não mais. Posso perder todo mundo, ficar sozinha, mas te poupar, nunca mais. Escutava todos falando que havia comentado mal de mim, e cinicamente você me tratava como uma cobertura em um bolo estragado. Talvez eu fosse boba demais para acreditar que isso viria de você. Não mesmo. Te digo: - Agradeço, agradeço por ter aberto os meus olhos para as pessoas ruins, essas que podem ser do nosso próprio sangue.
A História é longa, e não irei contar nem resumir, porém quero deixar de recado para as próximas pessoas que irão entrar em minha vida, mesmo que eu não as conheça, que podem estar cometendo os mesmos erros dos outros.
Vi pessoas indo embora, escorregando de minhas mãos. Não é uma visão agradável quando todos se afastam de você. Quando os abandonos começaram, era muito nova. A sensação primeira, é de que eu estava errada, já na sensação segunda, a mente não aguentou e pediu abrigo. As outras etapas, eu parei de contar, são tantas que me perdi, tantas que desisti. Ver as pessoas indo embora me culpabilizando, dizendo que o maior erro era eu existir ou eu ser eu mesma, me fez ser uma pessoa conformada com minha solidão. Eu não podia fugir dela, justamente pela mágoa que me deixaram. Entenda que não sou uma pessoa magoada, e sim os que foram embora me deixaram vossas mágoas, encapsuladas de um desgosto abrupto por mim. Eu só fui um saco de pancadas. Por muito tempo, vivi escondida nas minhas próprias dores, acreditando que a errada do mundo era somente eu, e que todos eram felizes. Demorei para entender que existiam pessoas que nasceram para serem amadas, para amar, e outras nasceram para ficarem sozinhas. Em nenhuma hipótese me via na solidão, mas parecia que a vida me puxava para este lugar, como se fosse um ímã forte. Não importava o que fizesse, nada era suficiente. Seguia as recomendações dos comportamentalistas, e era muito difícil explicar por que não funcionava. Simplesmente não funcionava, meu esforço era em vão. De alguma maneira eu sentia que chamava atenção para um lado ofuscativo e isso desagradava. Como se eu fosse uma visão de espelho delas próprias andando pelas ruas, das pessoas.
Se pudesse dizer o que sou capaz de ver diante dos erros que me foram colocados, as coisas poderiam ser mais claras. O problema é que o ser humano tem a capacidade de preferir construir insanidades, psicoses nas mentes, paranoias sobre o que aperta a dúvida sobre alguém, que perguntar para pessoa duvidada, “o que está acontecendo?”
Quando for embora, não quero ninguém chorando por mim. E seria uma bela frase na lápide. “Não chorastes por mim em vida, não chores por mim na morte”. As lágrimas não fazem mais sentido, as lágrimas só fazem sentido para aquele que condenou, julgou e não pediu desculpas para si mesmo. Preferiu o lugar mais sujo do orgulho. Também não posso generalizar as lágrimas: há amados, amadores e solidões.
Uma família quando se constrói na dor, que não cura as feridas passadas e sonega a capacidade de um membro, é capaz de derruba-lo sem culpa.
Ver pessoas indo embora, por muito tempo me fez achar que eu era o problema. E para o problema ficar maior, elas saiam e ainda deixavam rastros sujos de mim em outras pessoas que nem ao menos me conheciam. Assim, se formava um circo, onde o palhaço sem graça, era eu.
As pessoas sabem da capacidade que tem, sabem até aonde podem ir para destruir uma pessoa em sua totalidade e essência, porém algumas tratam as insanidades e não deixam ser conduzidas pelo maquinista bêbado, que às vezes é nosso cérebro.
Infelizmente as pessoas que me abandonaram eram guiadas por esse maquinista. Por muito tempo, deixei-o guiar pensando estar totalmente incapaz de guiar minha vida.
Mas as pessoas sabem exatamente onde te magoar, elas sabem o que podem fazer para destruir a base moral humana, a divisão é que algumas fazem e outras não. Mas por conta da mágoa, o maquinista bêbado está com emprego para o resto da vida.
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Meu amor, vou te dar meu amor. Sem riscos de ter represálias por sair com outras ou chamar todos os seus familiares para uma comemoração no final de ano... Um pouco de sal à mais. Que tal açúcar?
Eu no inferno ou você comigo, conhecendo o próprio diabo?
Tire a liberdade de uma mulher e conheça um monstro. Tire a liberdade de uma mulher mãe e conheça uma leoa. Nada mais justo que estar a sua altura. Posso sofrer agressões e passar por todos os tipos de humilhações, não é necessário ferir a lei. Basta um arranhão de unha. Um dedo... A sua capacidade de ser totalmente fraco, perante um pequeno arranhão é estúpida. Dá sim, para fingirmos ser um casal incrível perante todos. Posso fazer isso, tenho capacidade para isso mais do que você imagina.
Mas saiba... O meu sorriso é um aviso: vou tornar sua vida um inferno.
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Olá, espero que esteja bem...
No meio da curiosidade, acabei descobrindo que existem poucos nomes terminados em “n” no Brasil. Interessante não é? Uma infinidade de assuntos que podemos buscar; curiosidade e afins. Me assusta um pouco pensar que as coisas são finitas, inclusive a informação. Já pensou nisso? Parece que temos uma infinidade de informações, que elas não vão acabar nunca, porém, acabei refletindo que são informações irrelevantes, no sentido que foi/é um acontecimento do dia x, do ano y, do mês z. No momento, o consumo é importante, por algum motivo, mas o sentido do motivo é que questiono. Para quem? Por que? Pra quê? As respostas são óbvias. Interlocutor e etc.
Se não consumirmos tudo em menos ou em mais de uma hora, parece que não somos do planeta. Afinal, de que planeta veio? Como não sabe? Todo mundo sabe.
E não, nem todos sabem. Muitas pessoas vivem de informações antigas, e outros, colecionam informações e jogam no lixo. A questão é para onde esse lixo vai.
O Ser Humano já levantou perguntas e conseguiu responde-las. Isso é um empenho significativo para quem sofre com a famosa dor existencial e as crises de idade. Ainda tem muito que avançar. Interessante pensar que uma nave espacial sabe sair da terra, mas não sabe voltar. Não é inadimplência da ciência. Pensa que teria que ser um cálculo inverso e para ter esse cálculo é preciso conhecer o espaço onde a nave vai pousar. Por algum motivo, gosto de ficção científica, mas não muito a ponto de ser viciada. É só interessante pensar que em outras circunstâncias, o cálculo deve ir contra a própria ciência, uma missão quase impossível. É tipo pensar que o homem no espaço, em Marte se torna mais leve, acrescentando os equipamentos e toda a força que ele ou ela vai ter para permanecer em solo... Tem certo peso, não?
Isso não passa de narrativas. Surgiu do óbvio: eles vão voltar de Marte certo? E não. Teriam que criar uma supermáquina, capaz de sair da terra e pousar intacta em outro planeta e voltar. Até lá, não estarei mais aqui, nem você, nem mesmo quem não imaginamos.
Obrigada por ler
Beijinhos!
Imagem Ilustrativa - Por esses dias eu tenho sonhado com você, todos e todos os dias estamos juntos em um sonho. Acordo e tua pre...